domingo, 8 de julho de 2012

Charges do Gert



Noite dos Novos Parques para Florianópolis


Na noite do dia 6, quarta-feira,  realizamos com grande sucesso o evento de apresentação de novos parques naturais e culturais na capital, na SALA VERDE da UFSC, evento este que contou com a presença de 30 lideranças ecologistas da cidade e simpatizantes do nosso movimento, várias das quais proponentes das propostas que lá foram apresentadas.
O ineditismo desse evento consistiu em apresentar o conjunto das iniciativas em um único momento, justo para propiciar uma visão de conjunto às pessoas sobre as áreas que ao longo da última década são propostas para a criação de novas UCs. 
Disso resultou uma identidade geral de propósito entre os diversos grupos proponentes que estão agora mais solidários entre si para defender essas propostas em conjunto, dessa forma materializando o objetivo do evento e o papel unificador da FEEC no movimento ecológico.
O evento também resultou num posicionamento coletivo de fazer da FEEC a plataforma de articulação política em torno dessas propostas na capital, papel que nenhum dos demais grupos presentes poderia fazer a contento, e se deliberou pela feitura de um documento em forma de manifesto, o qual defenderá todas as iniciativas e será subscrito por todos os grupos e outras entidades da capital que depois serão procuradas para tal. O momento é mais que oportuno, pois diante da finalização do Plano Diretor da capital.
FOI UM RESULTADO EXTREMAMENTE POSITIVO INDICANDO UM AVANÇO OBJETIVO DO NOSSO MOVIMENTO NA CAPITAL E QUE NOS DEIXA MUITO ESPERANÇOSOS NA CONQUISTA DE ALGUMAS DESSAS NOVAS UCz EM CURTO PRAZO.
Neste primeiro evento foram apresentadas as propostas para os seguintes parques:
Parque das Dunas Ingleses Santinho
Parque Ingleses Cachoeira do Bom Jesus
Parque Cultural do Campeche ( PACUCA)
Projeto Parque do Entorno Escolar da Armação do Pântano do Sul
Parque Três Pontas apresentado
Parque Natural do Pântano do Sul

Saudações ecológicas,
Gert Schinke
Coordenador Geral da FEEC
ET: Até hoje, dia 8, nem Governo do Estado, nem Prefeitura Municipal de Florianópolis, nem SPU deram retorno sobre os requerimentos apresentados no dia 16. O prazo venceu dia 6.



domingo, 3 de junho de 2012

FEEC CONVIDA: NOVAS PROPOSTAS DE PARQUES PARA FLORIANÓPOLIS



Na Semana do Meio Ambiente, um evento que trata verdadeiramente de ECOLOGIA!!!
A Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses convida a todos para o evento de apresentação de PROPOSTAS DE NOVOS PARQUES PARA FLORIANÓPOLIS!


quinta-feira, 31 de maio de 2012

A mentira de Dilma e o Código Florestal


* do Greenpeace Brasil – publicado em PORTO GENTE – 29.05.12

A publicação nesta segunda-feira (28/05) no Diário Oficial do que restou do Código Florestal e da Medida Provisória que preenche suas lacunas joga na cara dos brasileiros a verdade sobre Dilma Rousseff: ela mentiu para seus eleitores quando prometeu guardar as florestas do país.

A nova legislação ambiental tem tudo o que os ruralistas sempre sonharam. Anistia? Certamente: as multas por desmatamento feito até 2008 foram perdoadas. Menor área a ser recuperada? Tem sim, senhor: as áreas de proteção permanente (APPs) foram reduzidas. Premiação a quem desmatou? Claro: além de facilidades para zerar o passivo, ele ainda pode plantar eucalipto ou qualquer outra exótica onde antes só valia floresta nativa.

Dilma ainda desdenhou da aliança do seu partido com movimentos sociais do campo, ao estender benefícios da agricultura familiar a qualquer um que tenha uma propriedade de até quatro módulos. Aliás, é pior: ela usou a mesma máscara de "proteção aos pequenos", que os ruralistas vestiram para justificar suas maldades no Congresso, ao publicar seu código do desmatamento.

Ao comparar a lei que vigorava no Brasil até a semana passada e o novo Código Florestal, é muito claro que Dilma quis reduzir a proteção às florestas em vez de fortalecê-la. "O governo mentiu na semana passada. Ele preservou a coluna vertebral da proposta ruralista ao Código Florestal, com anistia e tudo mais", explica Marcio Astrini, da campanha Amazônia do Greenpeace. "Com a nova lei, as florestas perdem e o desmatador ganha."

Dilma consolida seu lugar na história como a pior presidente das últimas décadas para o meio ambiente. Após 18 meses no cargo, ela não criou uma única unidade de conservação. Mas diminuiu o tamanho de várias, sobretudo na Amazônia, para plantar nelas grandes hidrelétricas e projetos de mineração. Dilma tirou poderes do Ibama, órgão que fiscaliza crimes ambientais, e ainda permite o ataque da mesma bancada ruralista que retalhou o código às terras indígenas.

É um legado de vergonha. "Os instrumentos de combate e controle do desmatamento diminuíram. O código não sofreu uma única modificação que aumente a proteção ambiental, e desdenha daqueles que cumpriram a lei", afirma Astrini.

Não é mais possível confiar no governo como guardião das florestas. Salvá-las está unicamente nas mãos do povo brasileiro – que foi ignorado por Dilma durante a reforma do Código Florestal, apesar de dizer claramente que prefere a preservação e a recuperação de suas matas. Congresso e governo, de mãos dadas, fizeram uma lei de destruição das florestas. Agora os brasileiros farão uma lei pelo desmatamento zero, por meio de um projeto de iniciativa popular para desligar as motosserras. Nos moldes da campanha da Ficha Limpa, ela precisa de 1,4 milhão de assinaturas de eleitores para chegar ao Congresso.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Não percam as novas publicações do BLOG:

Gert Schinke discute o Saneamento
Financiamento de campanha, empresas do lixo e indicações políticas
Abobrinhas Ekoxatas
O PROGRAMA DE TÁXI MARÍTIMO ULTRA SECRETO

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A AGONIA DO PDP FÊNIX

Ressuscitado o Núcleo Gestor Municipal – NGM, em agosto de 2011, o “PDP fênix” já logo de início enfrenta sérias dificuldades para engrenar. Até o fim de 2011 nada se conseguiu aprovar de concreto no âmbito do NGM.
Virada do ano, muita festa para a construção que deitou e rolou durante dois anos em ver atrasado algum plano que viesse a, pelo menos, disciplinar um pouco a farra de licenciamentos criminosos que estão deformando nossa cidade, agora em fevereiro retomaram-se os trabalhos do NGM. Mas a primeira reunião já fez água quando a PMF chamou quorum regimental pontualmente às 19h. Ao constatar a falta de quorum, implodiu com a primeira reunião do ano que estava programada para o dia 02 de fevereiro. Com isso, perderam-se outros preciosos quinze dias no NGM.
A última, realizada no dia 16, quinta-feira, alcançou quorum e deliberou sobre um roteiro apresentado pela PMF para toda a finalização do processo, no qual não haveria Audiências Distritais, além de concentrar tudo em apenas três meses, estabelecendo uma data fajuta de 31.05 para a entrega do projeto final ao Prefeito.
Em combinação com outras lideranças distritais e de segmentos sociais ligados à “bancada popular” atuante no NGM, o Núcleo Gestor Distrital do Pântano do Sul, que represento nesse colegiado municipal, trabalhou para conseguir incluir as Audiências Distritais e expandir o prazo final para entrega do PDP para julho, o que, na prática, significa agosto ou setembro, provavelmente. Com essa vitória do movimento popular conseguimos retomar o processo em base minimamente participativa.
Foi uma grande vitória em meio a uma encarniçada guerra na qual a forte pressão por parte do setor da construção se comina perversamente com os interesses políticos que surgem em pleno ano eleitoral. E nós todos sabemos como funciona a dinâmica do processo eleitoral no país, palanque para todo tipo de oportunista, de demagogo, de palhaço que se aproveito do momento para tentar levar algum votinho. Pelo menos diante do povo presente nas audiências que já discutiu em todo o processo anterior, a demagogia e proselitismo se tornam mais difíceis e a chance de garantir mais demandas populares e ecológicas no texto final também aumenta.
A diferença da proposta da PMF original e a que conseguimos aprovar na reunião do NGM do dia 16.02, é que a primeira faria o processo “a frio”



evitando ampla participação popular, enquanto a aprovada, fará o processo “a quente”, pois garante maior participação popular, atendendo ao espírito do Estatuto da Cidade. Como diz o ditado gaúcho: “de gaita fechada não sai som algum”, e, por isso mesmo, temos que abrir a gaita do processo para que se escute o som do povo, com transparência, com democracia, com legitimidade. No entanto, a fênix ainda agoniza.

sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ 2012

O capitalismo tem essa "enebriante e sedutora propriedade" de explorar pessoas e natureza ao mesmo tempo, lhe propondo alcançar uma espécie de nirvana do "desenvolvimento humano", aquilo que alguns denominam de "paraíso", cuja ante-sala seria o "inferno". O melhor que você pode fazer é corromper essa máquina a todo instante, se negando a ser explorado, a movimentar bugigangas inúteis e fúteis, sem consumir coisa alguma. E, surpreendentemente, poderá descobrir que você leva uma vida muito intensa, cheia de coisas para fazer.
Eu, por exemplo, tento imitar os índios o tempo todo, embora eles, ao contrário do que foi inculcado no senso comum pela elite carrapata (no dialeto marxista - a burguesia), volta e meia também trabalham, mas de forma colaborativa entre eles, e não exploratória como acontece na moderna sociedade industrial capitalista e nas eras que a antecederam. Tento, pois, ser índio também, ainda que bastante limitado, reconheço. Mas, tento, em permanente e indomável postura anti-capitalista e ecológica. Coisa de birra, de ekoxato mesmo, que me deixa orgulhoso.
Em 2012, recomendo que você consuma menos, não se deixe explorar, denuncie todo tipo de patife e patifaria, doa a quem doer. Faz bem pra cabeça. Faça a coisa certa: seja mais índio, mais ecológico, o caminho para ser mais feliz, mais contemplativo, mais humano, menos autômato. Tudo aquilo que o capital NÃO deseja que você faça. Acredite, ele "morre de medo" que você faça isso - desrespeitar suas regras. Como antídoto, um carguinho, um presentinho...
E lembre-se, toda revolução começa com um primeiro passo, e este, é você mesmo que tem que dar. Comece por deixar o sofá em frente à TV e vá praticar "luta de classes" junto ao povo.
Eco-amplexos convexos desejando boas festas e boas lutas anti-capitalistas em 2012.
Gert Schinke