RELATO DA AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE SANEAMENTO 04-09-2012 – Conselho Comunitário do Rio Tavares
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
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ECOLOGIA POLÍTICA
e
POLÍTICAS PÚBLICAS MUNICIPAIS
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
RELATÓRIO DO MENSALÃO DO MINISTRO BARBOSA.
É SIMPLESMENTE MAGNÂNIMO!!! IRREFUTÁVEL!!! CRISTALINO!!!
DOCUMENTO PARA LER E GUARDAR PARA NUNCA MAIS ESQUECER.
RELATÓRIO DO MENSALÃO DO MINISTRO BARBOSA.
O Procurador-Geral
da República narrou, na denúncia, “sofisticada
organização criminosa, dividida em setores
de atuação, que se estruturou
profissionalmente para a prática de crimes como peculato, lavagem
de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta, além das mais diversas
formas de fraude ” (fls. 5621).
Segundo a acusação,
“todos os graves delitos que serão imputados aos denunciados ao longo da
presente peça têm início com a vitória eleitoral de 2002 do Partido dos
Trabalhadores no plano nacional e tiveram por objetivo principal, no que
concerne ao núcleo integrado por JOSÉ DIRCEU, DELÚBIO SOARES, SÍLVIO
PEREIRA e JOSÉ GENOÍNO, garantir a continuidade do projeto de poder do
Partido dos Trabalhadores, mediante a compra de suporte político de outros
Partidos Políticos e do financiamento futuro e pretérito (pagamento
de dívidas) das suas próprias campanhas eleitorais. (...)
Nesse ponto, e com objetivo unicamente patrimonial, o até então obscuro
empresário MARCOS VALÉRIO aproxima-se do núcleo
central da organização criminosa (JOSÉ
DIRCEU, DELÚBIO SOARES, SÍLVIO PEREIRA e JOSÉ GENOÍNO) para oferecer
os préstimos da sua própria quadrilha (RAMON HOLLERBACH, CRISTIANO DE
MELLO PAZ, ROGÉRIO TOLENTINO, SIMONE
VASCONCELOS e GEIZA DIAS DOS SANTOS) em troca de vantagens
patrimoniais no Governo Federal” (5621/5622).
Além disso,
teria sido necessário contar com os
réus KÁTIA ...
sábado, 28 de julho de 2012
PÉROLAS DA AUDIÊNCIA PÚBLICA DA HANTEI/FATMA SOBRE O EIA/RIMA DO EMPREENDIMENTO PONTA DO CORAL, NO CLUBE NOVO HORIZONTE, EM 25.07.12
RECEPÇÃO MAJESTOSA COM OSTENSIVA SEGURANÇA
Fixado na grade na entrada do prédio, um banner contendo a logo do empreendimento anunciado a AP ‘em nome da FATMA’. PODE? Seguindo o caminho, uma enorme tenda montada antes do prédio, com mesas de recepção, listas de presença e enorme telão, vigiados por vários ‘seguranças’ – os ‘home de preto’. Mesas com quitutes e muitas muitas garrafas térmicas. Hum, coquetel à vista.
BREVE DESCRIÇÃO DA CENA DO TEATRO
No salão lotado já hora antes, uma horda de ‘fiéis seguidores’ da HANTEI, desde a mais fiel choque-claque do jornaluxo Ilha Capital, até empregados da empresa, clientes, funcionários de empreiteiras contratadas em suas obras, além de incontáveis puxa-sacos de todos os cantos da cidade. Até 'preocupados' do continente.
Gente contra a HANTEI: uma dúzia de gatos pingados, bem menos que no ato de protesto realizado na Ponta do Coral em 23.03.12. O frio espantou nossos aliados? Seria a precária divulgação da AP? Seria o temor de enfrentar os bruta montes da choque-claque da HANTEI ? Balanço das forças: 5 para a HANTEI, 1 para nós, na melhor das hipóteses. Lamentos a parte, está na média de costume.
Regimento da AP armado em comum acordo entre a FATMA e a empresa, visando favorecê-la, no qual a RÉPLICA de 2 minutos virou, segundo a interpretação dos jurisconsultos, tempo de resposta para a empresa, ao invés de tempo para quem fala depois da resposta da mesma – uma inusitada ‘inovação’ epistemológica e conceitual do termo réplica. Murilo Flores é forte candidato para cadeira na Academia Catarinense de Letras, juntamente com o advogado da empresa e o diretor de licenciamento da FATMA. Componentes da mesa, este garboso trio além do ‘dono maior’ da empresa e o apresentador da consultoria que fez o EIA/RIMA para ‘tentar justificar’ o projeto.
A DINÂMICA DO EVENTO EM TOM DE FOLCLORE
Candidatos a vereador se apresentando ao público como tal. Certamente perderam mais votos que ganharam. Ficou visível que lhes faltou alguma ‘assessoria política’. Se ficassem quietos, talvez...
Casal de idosos, sentado ao meu lado, auto-proclamado ‘manezinho da ilha’, defenestrando em altos brados um professor que leciona para seu neto na escola do bairro local, dizendo que o tirará da escola porque o professor é contra o projeto. Uma tristeza só... Dá o que pensar. Perplexidade !!
Uma hora de apresentação do projeto por parte da empresa, somente propaganda, e da empresa que elaborou o EIA-RIMA, três vezes mais tempo de pura propaganda ‘recheada’ com vocabulário técnico, porém adaptada para propiciar “fácil entendimento” por parte do ‘público leigo’. Ganhará um prêmio ambiental da FIESC pela performance, pois conseguiu apresentar seu ‘produto’ exatamente no tempo determinado pelo programa: 45 minutos cravados. APLAUDIDÍSSIMO por ambos os feitos.
Várias mesas cheias de quitutes, refrigerantes e cafés, possível gesto de ‘simbólico agradinho’ aos convidados da HANTEI. Devastadas pelos ‘famintos’, delas não sobrou nada comível em cima.
Divo Tirloni, da ACIF, ‘dando aula’ de desenvolvimento sustentável, invocando o padre Wilson Groh e outros eco-filantropos, além de explicar o tripé desse conceito ‘complexo’, segundo ele: social, econômico e ambiental, ‘totalmente desconhecido’ para nós ecologistas... Candidato ao título de ‘porta-voz’ do ambientalismo catarinense. APLAUDIDÍSSIMO pela choque-claque e que arrancou insuspeitos suspiros por parte de alguns ‘ambientalistas meio confusos’ presentes no eco-evento. Pode render casamento...
Pescadores artesanais comprados mediante um “termo de concordância de realocação” feito pela HANTEI com os ‘posseiros’ dos barracos de pesca naquele istmo, vociferando impropérios impronunciáveis e impublicáveis a todo santo que se opunha ao projeto, quando não chamado ostensivamente ‘para o pau’, no velho estilo mui macho ‘vem aqui se é homem’ !!! Criaram vários ‘rolos’ ao longo da AP com suas ‘delicadas’ provocações aos ‘arquiinimigos da pesca artesanal’ e de todos aqueles que 'trabalham'.
O melhor defensor da HANTEI não foi de nem longe o empresário ou o apresentador do EIA/RIMA, mas sim o advogado da empresa, que, se valendo dos 2 minutos a ‘título de réplica’, conforme disposição regimental ‘petrificada’ pela FATMA logo no início dos trabalhos, via de regra desmontava os argumentos contrários ao empreendimento, seguida por uma estrondosa ovação. Foi o ‘herói da HANTEI’ que indubitavelmente roubou a cena. Certamente deverá ganhar mais, além de conquistar novos clientes para sua banca. É o único que, com toda certeza, saiu do evento ‘no lucro’. Ganha sempre: antes, durante e depois do projeto.
NOVES FORA DESTA E DE OUTRAS PATIFARIAS
Em suma, um circo, como todos os demais, não para debater EIA/RIMA, mas para consolidar uma chancela ao empreendimento por parte da ‘opinião pública’, reiteradamente lembrada como sendo a favor do projeto na proporção de 84%, com base em pesquisas encomendadas pela própria empresa. REPRISE, PORÉM EM DIMENSÃO MENOR, DA AUDIÊNCIA DA OSX EM JURERÊ. Porém lá, em equilíbrio de forças.
Na linha de “audiência não é anuência”, a forma como a FATMA orquestra esses eventos tem que ser totalmente modificada em sua metodologia com vistas a efetivar o seu objetivo. Como está, é mera propaganda do projeto. Em função disso, o melhor seria propor um projeto de lei estadual que ‘regulamentasse’ as APs para discussão de EIA/RIMA, que, entre outras medidas, daria o mesmo tempo que a empresa dispõem, para uma equipe de especialistas independentes, assim como tempo de apresentação das propostas alternativas ao projeto por parte de entidades ecológicas e comunitárias presentes na região de influência, que o excluem por completo, como é o caso da criação do Parque Cultural das Três Pontas. Constatação óbvia é que, infelizmente, não há deputados à altura dessa tarefa em SC – ‘PEITAR’ O CAPITAL IIMOBILIÁRIO ESPECULATIVO. Na eterna 'dependência' de aportes para campanha..
A ‘maquiagem verde’ ganha contornos mais sofisticados não somente mediante a apresentação de projetos dessa ‘natureza’, como também por parte dos discursos que partem de lideranças empresariais, consolidando o processo de cooptação de linguagem, esvaziamento do discurso e banalização das propostas do movimento ecológico. O projeto ‘é vendido’ como uma ‘solução sócio-ambiental’, não como agressão ecológica, cultural e social que é de fato. Em meio ao mar de ignorância, despolitização e imobilismo reinante, é um instrumento de enorme eficiência cultural anti-ecológica. Quase 'imbatível'.
Em época de total patrolagem desenvolvimentista, colocar-se contra o interesse do capital é cometer ‘pecado capital’, e o interesse privado ganha sempre diante do interesse público, sendo este tomado como justificativa ao projeto, ao invés do ganho privado da empresa imobiliária, em total inversão de atores e valores. Evidencia que o neo-liberalismo reina como nunca nos dias atuais em nosso país. Era 'lula-dilma'.
Salvo raras exceções, os órgãos públicos ligados à defesa ambiental se apresentando em postura totalmente omissa, subserviente e incompetente para dar conta das questões mais elementares do ponto de vista da defesa do interesse público, sequer capazes de impor seus pareceres e opiniões numa AP que debate o mérito do projeto e suas possíveis conseqüências. Em todos os sentidos, LAMENTÁVEL !!!
Sob esse prisma, noves fora: “governantes de merda, elite de bosta, e vice-versa”.
Em ilha da magia, julho de 2012, Gert Schinke
quinta-feira, 26 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
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